O Lixo eletrônico e a sociedade.

Hoje vamos falar de um novo problema causado pelas demandas em tecnologia que vivemos hoje: o lixo eletrônico, também conhecido como “resíduo eletrônico” ou “e-waste”. Todo dispositivo eletrônico que fica obsoleto ou inutilizável, e é em sua grande maioria descartado como lixo comum. O próprio lixo, como sabemos hoje não pode mais simplesmente ser posto na porta da rua, junto a tudo aquilo que não queremos mais. Devemos separar os vidros, plásticos, orgânicos, pois cada um possui um destino e uma forma de ser reciclado.

O mesmo principio vale para os eletrônicos que usamos no dia a dia, em especial, computadores, celulares, impressoras, monitores, televisores, enfim, o que antes era considerado apenas um eletrodoméstico, mas que hoje faz parte constante do nosso cotidiano. A indústria de eletrônicos (em especial os citados acima!) é condenada por praticar a degradante politica da Depreciação Programada ou Obsolescência Programada , que de forma resumida é abreviar a vida útil de um equipamento, independente do seu funcionamento ou não.  Quantas vezes você já se deparou com um celular que funcionava super bem e de repente ficou lento depois de uma “atualização”? Ou um notebook que ficava bem começa a ficar lento ao executar as mesmas tarefas de sempre?

A indústria de eletrônico é um negócio de bilhões e é movida por nossa vontade de estar sempre conectado. Isso leva ao consumidor a estar sempre trocando seus equipamentos, pois ou eles ficam lentos ou estragam com facilidade! O que é uma surpresa, pois apesar de toda tecnologia, as coisas hoje parecem durar muito menos que antigamente, não é mesmo?

Mas vamos voltar ao cerne da questão: o que você faz com seus eletrônicos antigos ou danificados? Estejam eles funcionando ou não? Muita gente doa ou deixa na porta de casa onde estes são vandalizados .  Algumas vezes eles são coletados por pessoas menos favorecidas, que por sua vez, caso o equipamento não esteja funcionando, destina os equipamentos ao lixo comum, que no fim acaba sendo o destino em qualquer das hipóteses.

Os eletrônicos têm componentes químicos como chumbo, bromados retardadores de chama ou BFRs, níquel, berílio, mercúrio entre outros químicos que causam danos ao solo e aos lençóis subterrâneos.

O que devemos fazer então? Já existem entidades que em algumas cidades (com ou sem apoio de órgãos públicos) se encarregam a recolher este tipo de resíduos e tratar os mesmos a fim evitar que causem danos ao meio ambiente. Além do beneficio ecológico, assistem ainda uma dose de ajuda social, pois muitos equipamentos são reparados e destinados a famílias menos favorecidas, promovendo a este acesso a estas tecnologias.

Os equipamentos que não tem reparo ou estão demasiadamente obsoletos sofrem uma triagem, são desmontados e o plástico e vidro são direcionados a reciclagem. Os eletrônicos são tratados de modo que os químicos nocivos são descartados de forma adequada. Tudo isso, movimenta a comunidade e gera também empregos e oportunidades.

Este é um tema muito vasto, tem uma série de nuances para que funcione da forma correta, mas como tudo, depende da uma iniciativa. Seja consciente na hora de descartar seus equipamentos. Procure a secretaria de meio ambiente de sua cidade para mais informações sobre coleta ou ações de caridade envolvendo esse tipo de equipamento.

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Diogo Garcia

Diogo Garcia

IT Infrastructure Analyst |Atuando a mais de 18 anos no segmento de Tecnologia da Informação.